«Arquivo Histórico e Ultramarino»
Caio Boschi
Ao lançar-se à aventura marítima que o glorificaria,
Portugal já se apresentava como país que,
desde sempre, cuidou de preservar testemunhos
escritos sobre sua trajetória histórica. No momento
inaugural dos Descobrimentos, uma torre
albarrã do castelo de São Jorge passou a abrigar o
Livro do Tombo. Em simultâneo, criou-se o cargo de
guarda-mor da Torre do Tombo, cujo primeiro
titular, recordemo-nos, foi, cumulativamente, o
cronista do Reino, ninguém menos do que Fernão
Lopes.
A saga das navegações e
das conquistas, mais do que,
obviamente, fazer crescer a
dimensão e o volume da
massa documental, diversificou
a sua tipologia e a sua
natureza. Quando nada porque
a Expansão exigia e trouxe
consigo os relatos que lhe
eram inerentes e o estabelecimento
de novos órgãos administrativos.
Os documentos produzidos
e recebidos pelas autoridades
e repartições, metropolitanas
e ultramarinas, foram
tendo a Torre do Tombo como
seu desaguadouro e depósito
naturais. O Império se
ampliou, se complexificou. E
teve vida longa! Proliferaram-
se as fontes históricas a
ele relacionadas...
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