«Aconcágua, a rainha das Américas»
João Garcia
Já foi há muito tempo,mas, pela quantidade
de vezes que repeti esta viagem,
parece-me que foi apenas ontem que de lá
cheguei. É assim que me acontece com os
destinos de que gosto muito. Quem corre
por gosto não cansa, diz o ditado. Com o
Aconcágua acontece-me isso. E, sempre que
lá volto, aprofundo mais um pouco, acrescento
histórias e marcos à minha memória.
Já escalei tanto na Patagónia argentina,
como na Cordilheira Branca, no Peru.Volto
sempre ao Aconcágua, o ponto mais perto
do céu em que se pode estar no Continente
Americano.
Esta ascensão efectua-se durante o
Verão local, Inverno na Europa. Nem sequer
faz frio, mas a época natalícia ajuda a criar
ambiente e quase nos faz crer que está frio.
Enfim, chegamos a uma terra onde as
pessoas vivem e se vestem de forma diferente
e, assim, nos ajudam a despirmo-nos
de preconceitos e a ser abraçados por uma
cultura diferente. Bem podem dizer que
somos «latinos», mas este nosso modo de
estar quase fatalista, que o fado tão bem
sabe retratar, faz-me admirar quem simplesmente
canta canções alegres, apenas
por ser alegre…
Leia o texto integral na Revista Atlântica nº5 |